IA no aparelho ganha espaço
A inteligência artificial generativa tende a ficar mais útil quando executada no celular, sem exigir uma conexão permanente com a nuvem. A documentação do Android Developers sobre o Gemini Nano confirma recursos para resumir textos, revisar e reescrever mensagens, descrever imagens e transcrever fala. O processamento local pode reduzir a latência e manter dados sensíveis no dispositivo, embora a velocidade dependa do hardware.
Esse é um fato confirmado para aparelhos e aplicativos compatíveis, não uma garantia de que todo celular terá as mesmas funções. Na hora da compra, a recomendação é conferir quais recursos funcionam offline, quais dependem de serviços online e por quanto tempo o fabricante promete atualizações do modelo de IA. A tendência, portanto, é de assistentes mais contextuais, mas com atenção às permissões e ao controle sobre dados pessoais.
Conectividade mais inteligente
O 5G continua avançando para além da simples promessa de velocidade. A Release 18 do 3GPP, base do 5G-Advanced, inclui melhorias em eficiência energética, inteligência artificial e aprendizado de máquina, localização, comunicação por satélite, redes privadas e experiências imersivas. Isso indica um caminho de redes mais adaptáveis para diferentes ambientes, mas a oferta real depende das operadoras, da cobertura e do espectro disponível.
No Wi-Fi, o Wi-Fi CERTIFIED 7 já reúne recursos como canais de 320 MHz na faixa de 6 GHz e operação em múltiplos enlaces. Em termos simples, um celular compatível pode alternar ou combinar conexões para buscar mais capacidade e estabilidade. O desempenho anunciado é técnico e teórico: roteador, plano de internet, distância, interferência e compatibilidade de toda a rede fazem diferença. Por isso, Wi-Fi 7 é uma recomendação interessante para quem troca arquivos grandes, joga ou usa streaming de alta resolução, mas não é prioridade para todos.
Telas dobráveis deixam de ser apenas demonstração
Os dobráveis devem continuar como uma das categorias mais visíveis de inovação. A IDC projeta crescimento de 12,6% nas remessas globais de dobráveis em 2026, para 22,9 milhões de unidades. É uma previsão de mercado, não um resultado já encerrado, e ainda representa uma parcela pequena do conjunto de smartphones.
O ganho mais concreto está na possibilidade de usar uma tela compacta no bolso e uma área maior para leitura, multitarefa ou edição. A recomendação é avaliar dobradiça, resistência, assistência técnica, peso, autonomia e preço antes de considerar o formato. A disponibilidade também varia bastante por região. Para consumidores que não precisam de uma tela ampla, um aparelho convencional pode continuar oferecendo melhor custo-benefício.
Privacidade, reparo e durabilidade entram na decisão
Privacidade deixa de ser apenas uma configuração de software e passa a influenciar o desenho dos recursos de IA. No caso do AICore, o Google informa que as solicitações do Gemini Nano são processadas localmente e que o serviço não mantém registro dos dados de entrada e saída após o processamento. Ainda assim, cada aplicativo possui suas próprias práticas, então a recomendação é revisar permissões, políticas de privacidade e opções de sincronização.
A durabilidade também ganha força. A Comissão Europeia passou a aplicar regras para aparelhos vendidos no mercado europeu, incluindo resistência, baterias projetadas para manter ao menos 80% da capacidade após 800 ciclos, disponibilidade de peças e uma pontuação de reparabilidade. Essas regras não significam que todos os modelos no Brasil terão exatamente a mesma etiqueta, mas reforçam uma tendência importante: comprar pensando em conserto, bateria e uso prolongado.
Atualizações prolongadas aumentam o valor do aparelho
O suporte de software está se tornando um critério tão relevante quanto a ficha técnica. O Google informa sete anos de atualizações para celulares Pixel 8 e posteriores, incluindo sistema e segurança. A Samsung também declara suporte de segurança de até sete anos para aparelhos Galaxy elegíveis, com diferenças por modelo, região e operadora.
O fato confirmado é a existência dessas políticas. A duração efetiva e a data de entrega podem variar. Assim, a recomendação é consultar a página de suporte do modelo exato, guardar a nota fiscal e considerar o período de atualizações antes de comparar preços. Esse cuidado interessa a usuários domésticos e também a empresas que, como a Queem Technology, precisam reduzir riscos ao administrar dispositivos de equipes.
Conclusão
As principais tendências de celulares em 2026 apontam para aparelhos mais atentos ao contexto, conectados e duráveis. IA local, 5G-Advanced, Wi-Fi 7 e dobráveis representam avanços verificáveis, mas não devem ser avaliados isoladamente. Para a maioria das pessoas, a escolha mais equilibrada será combinar suporte longo, boa política de privacidade, bateria confiável e compatibilidade com a rede disponível. Preços, desempenho, recursos e disponibilidade continuam sujeitos ao fabricante, ao mercado e às condições de uso.
